Hoje resolvi falar de um tema polêmico...
Emprestar coisas... Ou melhor, sobre NÃO emprestar coisas.
"Quem empresta, não presta" Já ouviu esse ditado?
E "quem empresta a um amigo, cobra um inimigo" ou "Dinheiro emprestado parte rindo e volta chorando"? Quantos já ouviram?
Pode parecer dramático, mas é mais ou menos assim que acontece...
Na maioria das vezes, emprestamos algo nosso, no qual atribuímos algum valor (financeiro ou sentimental) e a pessoa que pega emprestado, muitas vezes o despreza (seja "esquecendo de devolver", ou devolvendo com avarias), não dando valor nenhum ao objeto e à pessoa do empréstimo. Por isso o ditado do título se aplica bem...
Depois de algum tempo "tomando na cabeça", eu aprendi uma das maiores e egoístas lições da vida adulta: Jamais empreste suas coisas para outra pessoa! Seja ela quem for!
Quer ter algum respeito? Por si mesmo e por suas coisas? Então, se preste e não empreste!
É duro falar assim. É egoísta. Soa mal... Mas infelizmente é necessário.
Mas eu já perdi amizades, já perdi coisas, já me chateei... Estou careca de "perder". Tudo por conta de emprestar algo a alguém. Hoje, já não faço mais isso.
Já passei muita raiva por:
- Ver que aquele CD que eu emprestei voltou arranhado, que a roupa voltou suja ou desfiada, que o livro voltou cheio de orelhas (ou não voltou)...;
- Emprestar e depois de algum tempo perceber que a pessoa esqueceu-se de devolver;
- Pedir algo de volta ao amigo "esquecido" e ainda ter que aguentar a pessoa fazer cara feia (como se nós é que estivéssemos errados em pedir de volta o que é nosso);
- Perder amizade porque a pessoa passou a me evitar, ou sumiu, pra não ter que pagar algo que devia, ou que estragou.
Praticamente tudo o que eu emprestei até hoje, eu me arrependi de ter emprestado.
Mas a pior de todas foi o meu nome! Só emprestei meu crédito uma única vez na vida. E logo na primeira vez, tomei um calote. Tive que pagar a dívida alheia (mas em meu nome) e ainda perdi a amizade, pois a pessoa começou a me evitar assim que ficou me devendo.
Depois dessas coisas a gente vai ficando esperto e vai aprendendo a dizer "não", sempre que necessário.
O bom seria que as pessoas nem nos pedissem as coisas, afim de evitar a saia justa. Mas como não é assim que acontece, hoje em dia tenho sido taxativa no "NÃO", quando me pedem alguma coisa emprestada. Doa a quem doer!
Não adianta a pessoa dizer que é cuidadosa, ou que devolve rapidinho... Não empresto!
Por mais que a pessoa seja correta, muitas coisas podem acontecer no trajeto minha-casa>casa-da-pessoa. Um assalto por exemplo! Aí, aquele seu DVD raríssimo do show daquela sua banda predileta, dado de presente por aquela pessoa super especial pode ter sido perdido para todo o sempre.
Por essas e por outras é que eu não empresto quase nada!
Quando eu era criança, meus pais ensinaram três lições básicas sobre pegar emprestado:
- Devolva o quanto antes (pois nunca se sabe quando o dono pode vir a precisar do seu objeto), não espere o dono vir te pedir;
- Devolva limpo e íntegro. Do mesmo jeito que a pessoa te emprestou;
- Se estragou, tenha a decência de dar à pessoa um novo ou lhe pagar o prejuízo.
São lições para uma boa convivência e eu sempre segui a risca essas lições. Sempre que peguei algo emprestado, busquei devolver o mais rápido possível e ser cuidadosa com as coisas dos outros. Tanto que nunca precisei fazer uso da terceira lição.
Bom seria se todos tivessem tido essas mesmas orientações...
Mas como parece que a maioria desconhece essas regras, infelizmente eu tive que remanejar meus conceitos e adotar novos princípios.
Como disse anteriormente, na vivência, eu tomei na cabeça algumas vezes e aprendi umas lições e tenho colocado novas regras em prática de uns tempos pra cá.
São as seguintes:
- Nunca mais peço emprestado. (Como ter alguma moral para dizer "não" para alguém se você pede e usa as coisas dos outros? Agora aqui é assim: Se eu quero usufruir de algo, eu compro. Se não puder comprar, fico na vontade, mas pegar emprestado com os outros, nunca mais.)
- Não empresto mais, de jeito nenhum: Tem um outro ditado que diz: "Marido, carro, arma e dinheiro não se emprestam". Eu vou além... Não empresto CDs, DVDs, livros, roupas, maquiagem, sapatos, brincos, anéis, colares, ferramentas, crédito, grandes quantias em dinheiro e tudo o mais que tiver para mim um grande valor (financeiro ou emocional).
- O que eu empresto: São algumas excessões. Normalmente, coisas do dia-à-dia. Empresto não porque me apetece, mas para que não me julguem como uma pessoa extremamente egoísta que não empresta absolutamente nada. O que eu empresto no dia-à-dia: Caneta que alguém me pede para anotar algo na hora (mas fico em cima, quando a pessoa termina eu peço de volta na mesma hora), pequenas quantias em dinheiro quando alguém precisa (para inteirar uma passagem de ônibus, ou para um lanche na rua, por exemplo) e nesses casos eu nem cobro depois, por se tratar de quantias de pequeno valor, acabo por não fazer questão.
Tenho feito isso e evitado alguns aborrecimentos com objetos avariados pelos outros.
Mais em compensação, tenho notado que algumas pessoas tem ficado chateadas quando recebem um "não".
Mas, fazer o que né? Quando peço algo de volta elas também se chateiam. E se o objeto emprestado não voltar do jeito como era quando eu emprestei, quem se chateia sou eu! Então...
Esse assunto gera muita polêmica e uma tremenda saia justa né?
E vocês? Como agem acerca desse assunto?
Também não emprestam mais suas coisas? Como tem sido?
Ou, como agem quando pegam algo emprestado ou quando emprestam algo?